12 coisas que você precisa saber sobre amamentação

Mulher grávida

Vamos te passar dicas valiosas sobre amamentação e a tão esperada chegada do bebê. Sabemos que amamentar é processo natural, porém é necessário dominar sua técnica. Isso leva tempo e paciência entre mamães e bebês. 

Quando você se familiarizar com esse processo a amamentação se tornará o momento mais esperado de seu dia. Um elo único entre você e seu bebê.

1 – Benefícios da amamentação

Profissionais de todo o mundo reconhecem por unanimidade a importância da amamentação. As recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) afirmam que, nos primeiros seis meses de vida, o bebê precisa exclusivamente do leite materno.

A criança pode se beneficiar do leite materno até atingir os dois anos de idade. Além dos benefícios nutricionais existentes no leite ele também protege o bebê e auxilia no seu desenvolvimento biológico.

benefícios da amamentação

2 – Benefícios para as mães

O contato físico entre mãe e bebê durante a primeira vez após o parto ajuda a prolongar o período de lactação, e ainda pode ajudar o trato gastrointestinal da mãe a se adaptar ao aumento de gasto de energia durante a lactação. 

A amamentação torna a mãe mais atenta às necessidades do bebê, acelera a contração do útero após o parto e reduz o risco de sangramento. Além disso, ajuda a mãe a recuperar seu peso anterior a gravidez, reduz o risco de câncer de ovário e mama, doenças cardiovasculares e diabetes do tipo 2.

A ato de alimentar seu bebê com leite materno tem um excelente efeito calmante. Durante cada mamada, a pressão sanguínea da mãe e o nível de cortisol diminuem e, se ocorrer estresse físico, o nível de cortisol na mãe que está amamentando não aumenta tanto. 

O contato entre mãe e filho logo após o parto, cria um vínculo imediato que contribui de forma positiva para que o bebê tenha mais interação com sua mãe. Geralmente, nesses casos a amamentação dura mais tempo.

3 – Benefícios para crianças pequenas

O leite materno fornece nutrição ideal (gorduras, lactose, proteínas e nutrientes básicos) para o desenvolvimento e crescimento do bebê e proteção completa contra infecções.

Bebês que recebem leite materno ganham peso mais rapidamente, têm um trato gastrointestinal mais maduro e ainda o sistema nervoso é melhor desenvolvido. Portanto, eles são menos suscetíveis a infecções e doenças crônicas em comparação aos bebês que não são amamentados nos seios. 

4 – Bebês prematuros e a amamentação

Bebês que nascem prematuros e são alimentados com o leite materno, recebem benefícios adicionais tais como: reduz o risco de doenças pulmonares crônicas, retinopatia prematura, atrasos no desenvolvimento neuropsíquico e re-hospitalização.

A amamentação ajuda as crianças de várias maneiras, incluindo a melhora do desenvolvimento neurológico e das características comportamentais, além de reduzir o risco de obesidade e diabetes tipo 2 na idade adulta. 

Além disso, a amamentação estimula o desenvolvimento normal da cavidade oral do bebê, isto é, amadurece os músculos da boca e deixa o seu paladar mais aguçado.

A amamentação faz com que o corpo acione o mecanismo natural da produção de leite. Isso cria uma importante conexão entre mãe e bebê, liberando um aumento da temperatura corporal que oferece ao bebê uma sensação de calor e cuidado.

5 – Benefícios do leite materno

O leite materno fornece todos os componentes essenciais necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê, o que é mais do que importante.

Contém nutrientes essenciais (gorduras, carboidratos e proteínas), micronutrientes (vitaminas e minerais) e outros componentes necessários para o desenvolvimento (ácidos graxos, poliinsaturados de cadeia longa, conhecidos como LC-PUFAs, fatores de crescimento e citocinas). 

O leite materno desempenha funções protetoras vitais, reduzindo o risco de infecções.

O aleitamento é recomendado como a única fonte de nutrição essencial para todas as crianças nos primeiros seis meses de vida.

Nutrientes Essenciais

As gorduras do leite materno fornecem de 50 a 60% das calorias consumidas por um bebê. Além disso, elas desempenham uma função importante, fornecem ácidos graxos livres e vitaminas lipossolúveis a ele. 

Os nutrientes como os ácidos graxos saturados e insaturados, são os tipos mais comuns de gordura no leite materno: eles representam mais de 98% da quantidade total de gordura. 

Portanto, em crianças que são alimentadas com leite materno, apresentam uma maior concentração de nutrientes na corrente sanguínea e na área cerebral.

Carboidratos

O principal carboidrato no leite materno é a lactose, que fornece 30 a 40% de energia ao bebê, sendo assim classificada como a principal fonte de energia contida no leite.

O cérebro pode usar essa fonte de energia de maneira eficiente para o desenvolvimento do sistema nervoso central da criança.

6 – Função imunológica

O leite materno cria uma proteção em todo o sistema imunológico do bebê, retardando a proliferação de bactérias e vírus, imunizando principalmente bebês prematuros, nascido antes das 36 semanas.

mãe amamentando seu bebê

Proteínas

As proteínas fornecem ao bebê aproximadamente 8% de energia. Mais de 415 proteínas foram encontradas no leite materno, a maioria ativa e com funções protetoras. 

O nível de proteínas pode variar bastante em diferentes mães. O colostro detém a maior parte dessas proteínas (30-70 g / l), enquanto no leite maduro ele diminui para um valor estável (7-14 g / l). 

Essas proteínas são essenciais para a saúde do bebê nos primeiros meses de vida. Vamos conhecer os benefícios de cada uma delas:

Proteínas do Soro

As proteínas de soro de leite compõem a maioria das proteínas encontradas no colostro, e no leite maduro sua quantidade é reduzida para cerca de 60%.

Proteínas como a beta-caseína inibem bactérias e vírus, fazendo uma limpeza e renovação celular no organismo do bebê.

7 – Demais proteínas do leite materno

O leite materno possuí uma vasta quantidade de proteínas que desempenham várias funções importantes para o bebê prematuro, como: destruir micróbios e bactérias trazendo imunidade e promovendo o aumento de vitaminas no sangue.

Micronutrientes

O cálcio e fosfato no leite não depende da dieta da mãe, no entanto, essas substâncias são componentes importantes para formação óssea do bebê. 

Micronutrientes no leite materno incluem cobre, zinco, bário e mais uma dezena deles, todos de extrema necessidade e de alta atividade biológica apenas no leite materno.

Células

O leite materno contém células maternas vivas que protegem simultaneamente a mãe e desempenham a função de defesa imunológica do bebê. 

Também foram encontradas células-tronco no leite materno, suas funções ainda não são claras e requerem mais pesquisas para revelar seu potencial. Sabemos que os componentes do leite materno, especialmente as células vivas da mãe, não podem ser substituídos por substâncias artificiais. 

Esse alimento exclusivo pode satisfazer todas as necessidades nutricionais dos bebês nos primeiros seis meses, podendo prolongar esse período por até dois anos, após isso já pode adicionar alimentos sólidos à dieta. 

8 – Alterações da mama durante a gravidez

Por volta da terceira ou quarta semana de gravidez, começa o crescimento e desenvolvimento do tecido mamário. Nesse período, começa a formação dos dutos de leite. 

Os seios começam a crescer, as veias ficam mais aparentes e esverdeadas e ao apertar sai uma secreção conhecida como colostro, que futuramente será essencial para o bebê.

Glândula Mamária

É nessa fase que a mama começa a ser preenchida com os principais componentes do leite como proteínas, lactoses e ácidos graxos. 

É natural que durante a gravidez, ocorra um aumento na quantidade de colostro que é a primeira substância do produzida antes do leite, responsável por nutrir o bebê após o nascimento.

Todas essas alterações geralmente levam a um aumento significativo no tamanho da mama aproveite esse momento para curtir os silicones que a natureza te dá. 

Mas essas alterações variam de mulher para mulher, na maioria das vezes, o tamanho dos seios aumenta até a 22ª semana de gravidez, mas para outras, os seios se tornam muito maiores nos estágios finais. 

No entanto, não há conexão entre o crescimento da mama e a capacidade de amamentar ou produzir leite após o nascimento.

9 – Alterações na mama após a amamentação

Depois que o bebê é desmamado, a estrutura da glândula mamária retorna aproximadamente ao estado em que estava antes da gravidez e se prepara para um novo ciclo de desenvolvimento no caso de uma nova gravidez. 

10 – Plano de amamentação

A maioria das mulheres pode decidir amamentar antes mesmo do parto. Portanto, a consulta com um médico qualificado é muito importante, pois ajuda a mãe tomar a decisão correta.

11 – Histórico médico e exame das mamas

Ao iniciar o pré-natal durante a gravidez, o histórico médico da mulher deve ser levado em consideração no contexto da futura amamentação. 

Ao realizar a consulta o histórico médico deve incluir todas as doenças anteriores, medicamentos prescritos, dietas e outras informações relevantes. Qualquer doença, medicação ou cirurgia da mama que possa interferir na amamentação deve ser discutida. 

Além disso, é importante considerar os antecedentes da amamentação e os fatores que potencialmente a impedem. 

amamentação

12 – Treinamento de amamentação

Após a avaliação médica você pode se concentrar nos benefícios vitais e seguir as orientações recomendadas após o parto. 

Essas recomendações incluem, entre outras coisas, amamentação precoce frequente do bebê para evitar a necessidade de alimentação suplementar.

Quando a mamãe estiver em casa com o seu bebê pode seguir algumas dicas práticas sobre retirada de leite com bombinha, armazenamento e cuidados ao retornar a rotina de trabalho.

A família tem um papel fundamental ao apoiar a mãe no processo de amamentação. Esse apoio garante o sucesso no aleitamento.

Texto retirado de pesquisas profundas sobre a amamentação, procurando trazer informações de qualidade para futuras mamães de primeira viagem.

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