11 coisas que você precisa saber sobre amamentação

Mulher grávida estudando

Quando uma mãe dá luz ao seu filho, todos sabem que mesmo que ela seja bem amparada pela família e demais participantes nesse momento especial,
o parto e os procedimentos médicos realizados acabam afetando o estágio inicial da amamentação.

Acontece que o estresse transferido para essa mãe logo após o parto nas primeiras horas e dias, pode prejudicar em algum momento o segundo estágio da lactação.

01 – Amamentação para Recém-Nascidos

12 coisas que você precisa saber sobre amamentação

Já em casa a mãezinha com seu bem mais precioso nos braços vai deixando para trás esse momento estressante. Então, a produção abundante de leite é iniciada devido a liberação de progesterona, e cerca de dois ou três dias após o nascimento da criança o leite começa a chegar.

É quando as células das glândulas mamárias são completamente diferenciadas e começam a funcionar, e a mãe tem a sensação de estarem com as mamas mais cheias. 

02 – Fatores de risco da secreção

Muitos são os fatores biológicos que podem afetar a amamentação precoce do bebê, tais como: índice de massa corporal, peso ao nascer, idade gestacional, tipo de mama e mamilo, ansiedade e estresse, etc.

Se medidas apropriadas não forem tomadas no início do período pós-parto. Os fatores de risco associados ao parto incluem:

  • cesariana;
  • duração do trabalho de parto;
  • níveis aumentados de cortisol na mãe e no feto;
  • medicamentos usados ​​durante o parto.

Fatores de riscos durante o período de internação hospitalar:

  • horário da primeira amamentação;
  • frequência de mamadas;
  • o uso de manequins;
  • suporte social;
  • motivação para amamentar;
  • a capacidade do bebê de sugar e seu temperamento.

Em geral, uma mãe precisa ficar uns dias internada para dar luz ao seu bebê, isso é um procedimento normal. É importante que ela tenha
todo apoio e instruções de como agir quando chegar em casa.

03 – Início precoce da amamentação

O contato imediato entre mãe e bebê logo após o parto é de suma importância, assim a mãe tem a oportunidade de amamentar e segurar seu filho perto dela logo após o parto, isso é essencial pois contribui efetivamente no aumento da produção de leite durante a amamentação.

Recomenda-se ainda, que a mãe não seja separada de seu recém-nascido durante a madrugada. E que a primeira alimentação do bebê nos seios não deve ser interrompida no ponto de vista médico.

Após o parto por meio de uma cesariana, o bebê pode ser colocado na parte superior do abdômen ou no peito da mãe. Nesse momento, a ajuda de alguém da família ou de um profissional da saúde é muito bem vinda.

Em todo caso, se não for possível amamentar o bebê na primeira hora após o parto, recomenda realizar o bombeamento do leite durante esse período. Quanto mais cedo as mães começar fazer esse procedimento melhor será a amamentação.

04 – Amamentação frequente

E conforme constatado quanto mais uma mãe amamentar seu bebê nos seios, melhor será. E que crianças que são alimentadas nos seios nas duas primeiras semanas após o parto tiveram melhor ganho de peso.

É importante que as mães saibam que uma forma de proteger seu filho, é sem dúvidas pelo leite materno. Os recém-nascidos mamam de oito a doze vezes por dia. O intervalo entre as mamadas, em média, é de duas a três horas, no entanto, isso depende de cada criança.

05 – Poses de amamentação

Para a maioria das mães, a amamentação é uma habilidade que precisa ser aprendida. Portanto, as mães podem precisar de ajuda adicional ao ensinar habilidades de amamentação. 

Existem muitas posturas corretas para o momento da amamentação, é muito importante que a mãe sempre se sinta confortável.

Como regra, a criança deve estar posicionada de modo que seu rosto fique voltado para o corpo da mãe, e sua cabeça, ombros e quadris estejam localizados na mesma linha. Confira algumas dessas posições:

Pose do berço

“Berço” é a postura mais comum para alimentar um bebê, a mão da mãe o apóia no peito. A cabeça do bebê fica ao lado do cotovelo da mãe, enquanto a mão o segura nas costas e no pescoço, o bebê deve estar virado para o peito da mãe.

Posição para amamentação
Posição para amamentação

De berço cruzado

Na pose de “berço cruzado”, a mãe leva o bebê com a outra mão (em relação à pose de “berço”), apoiando sua nuca e pescoço. Ela pode apoiar o seio e, se necessário, apertá-lo, para que seja mais conveniente para a criança agarrar o mamilo.

Do jeito “captura

O bebê está localizado no lado da mãe, o corpo e as pernas estão na ponta dos dedos. Mamãe segura a cabeça do bebê com a mão, nesta posição, e também pode colocar a mão no travesseiro.

Essa posição pode ser ideal para mães que tiveram uma cesariana, pois nessa posição não há pressão no peito e no abdômen. Perfeita para bebês que nasceram com baixo peso e tem dificuldades para agarrar o peito.

Pose “deitado de lado”

Mãe fica de lado de frente para o bebê, enquanto boquinha do bebê se encaixa no mamilo dela. Colocar um travesseiro para apoiar as costas e o pescoço também ajuda.

amamentação de lado
Amamentação de lado

06 – Como deve armazenar o leite

É importante saber como armazenar o leite materno fresco, para que ele mantenha a maior quantidade de nutrientes, pois eles possuem fatores importantes de crescimento e muitos outros componentes protetores.

Com o tempo e sob a influência de várias temperaturas, esses componentes perdem sua força, e isso aumenta o risco de infecção bacteriana e o crescimento de patógenos. Sabemos que o leite materno fresco não é estéril e contém uma grande variedades de organismos.

Apesar do número de bactérias diferentes no leite materno variar muito, em geral, a maioria dos organismos encontrados não é patogênica. E representa a microflora de pele nos mamilos ou seios da mãe, que protegem o sistema gastrointestinal do recém-nascido.

Conteúdo microbiológico

O efeito do armazenamento do leite materno sobre seu conteúdo microbiológico e outros componentes com capacidade antioxidante tem sido amplamente estudado, mas muitos fatores ainda não.

Para melhores condições de armazenamento do leite, é necessário que sejam separados em diferentes temperaturas, exemplo: temperatura ambiente, na geladeira e no freezer, evitando assim possíveis problemas.

Preparação de armazenamento

O leite materno deve ser armazenado em recipientes que são apropriados para um melhor acondicionamento. Assim sendo, fica conservado as propriedades imunológicas do leite.

Devem ser evitados embalagens feitas com materiais que contém Bisfenol A, pois os mesmos tem efeitos que são nocivos a saúde dos bebês.

07 – Instruções de armazenamento para leite materno fresco

Temperatura ambiente
16–25 ° C(60–77 ° F)
Geladeira de
4 ° C (39 ° F)
ou inferior
Congelador
-18 ° C (0 ° F)
ou inferior
Leite materno descongelado na geladeira
 Ideal até 4 horas* Até 6 horas para o leite expresso em condições muito limpas  Ideal até 3 dias* Até 5 dias para o leite expresso em condições muito limpas Ideal até 6 meses* Até 9 meses para o leite expresso em condições muito limpas À temperatura ambiente: até 2 horas Geladeira: até 24 horas Não congele novamente!

* Instruções para expressar o leite em condições muito limpas:

Antes de retirar o leite materno, é preciso fazer a higiene das mãos, usando água e sabão ou se possível um anti-séptico de álcool. Igualmente a higienização da bombinha e da mamadeira devem ser feitas, no entanto, seios e mamilos não precisam ser lavados antes de bombear.

Nota Estas instruções para armazenar e descongelar o leite materno são de natureza consultiva e podem diferir das instruções e normas nacionais.

08 – Recomendações de armazenamento

Embora não tenha uma definição exata dos pesquisadores ou mesmo recomendações, em relação ao tempo de armazenamento do leite em temperatura ambiente, sabe-se que, quanto maior for a temperatura mas suscetível a bactérias esse leite fica.

Enquanto ao contrário, quanto maior o resfriamento é melhor para inibição do crescimento de bactérias gram-positivas por até três dias. Considera-se
portanto recomendações ideiais o congelamento a temperatura de -18 a -20 º C por um prazo de até tres meses.

Durante três meses, as vitaminas A, E e B, o conteúdo total de proteínas, gorduras, enzimas, lactose, zinco, imunoglobulinas, lisozima e lactoferrina pode permanecer, embora a vitamina C possa desaparecer após um mês.

Até 9 meses em um estado muito congelado a uma temperatura <-20 ° C é considerado aceitável, embora a uma temperatura de -80 ° C seja possível uma alteração no paladar e no olfato, uma vez que a lipase continuará a decompor a gordura em ácidos graxos.

09 – Congelamento e descongelamento

O descongelamento deve ser feito em água ambiente ou morna, deve-se porém evitar o aquecimento em forno micro-ondas, pois a exposição a altas
temperaturas pode reduzir suas propriedades antibacterianas e outras propriedades bioativas.

O leite descongelado deve ser refrigerado até o uso imediato e não deve ser deixado à temperatura ambiente por mais de uma hora para impedir o
crescimento de bactérias.

10 – Retirada do leite com bombinha

O leite materno pode ser retirado manualmente ou com auxilio de uma bombinha de leite. Quando o bebê não é capaz de sugar totalmente o leite da mama, a mãe pode precisar dessa ajuda para iniciar e estimular a produção de leite em um nível suficiente. 

As táticas adequadas nas primeiras duas semanas após o nascimento são críticas para garantir a produção de leite a longo prazo. 

Para garantir que a mãe tenha leite suficiente nas semanas seguintes, é muito importante seguir as recomendações listadas abaixo:

  • Contato pele a pele imediatamente após o nascimento: ficou provado que aumenta a duração da amamentação e deve ser incentivado;
  • Ensinar as mães a fazer auto-massagem nos seios;
  • Decantação dupla (simultânea) do leite das duas glândulas mamárias: isso melhora a produção de leite;
  • Extração de leite da mama o mais cedo possível após o parto: isso é importante porque bombear na primeira hora ajuda a esvaziar a mama melhor do que bombear nas primeiras seis horas; além disso, aumenta significativamente a produção de leite;
  • O uso da tecnologia de iniciação da lactação imediatamente após o nascimento e, em seguida, a transição para a decantação em duas fases após a excitação da secreção (chegada do leite) pode aumentar a produção de leite em 6 a 13 dias após o parto;
  • Decantação entre as mamadas: quando o leite é produzido em abundância, as mães que expressam leite para o bebê podem realizar a decantação entre as mamadas;
  • Ao usar funis para bombear, lembre-se de que eles devem ser dimensionados, confortáveis, não apertar as glândulas mamárias e não ferir os mamilos.

11 – Após a decantação

Após a retirada do leite, faça a higienização total da bombinha conforme recomendado. Sabemos que as bactérias podem proliferar no leite materno,
durante muito tempo, os pesquisadores realizaram e constataram análises microbiológicas apenas do leite materno.

Os dados foram coletados por meio de entrevistas semiestruturadas e entrevistas semi-estruturadas, com o objetivo de avaliar o desempenho dos participantes, bem como os resultados obtidos.

Conclusão

Quando uma mulher está grávida, são inúmeras as dúvidas sobre como vai ser esse período de espera e após o nascimento do bebê. Por isso, trazemos informações para que mamãe possa acompanhar a gestação semana a semana.

Os estágios da evolução da gravidez até o nascimento, e ainda, muitas outras informações para auxiliar nessa nova fase da vida de cada mamãe. Compartilhe com seus amigos e deixe um comentário. Confira outros assuntos referente a maternidade aqui em nosso site. Obrigada! e até a próxima!

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